terça-feira, 22 de agosto de 2017

A vida depois do nascimento

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Escrevo-vos com um mês de atraso, muitas vezes pensei em ligar o PC e desabafar ou até mesmo pelo telemóvel apesar de não ser muito prático mas a falta de tempo ou o psicológico não permitir por estares num dia não...

Vamos começar pelo início...

O parto foi marcado pois como ea E. não deu a volta teve que ser cesariana. Óptima equipa do Hospital dos Lusíadas, correu tudo lindamente, o pai assistiu e foi único!

A recuperação foi óptima, poucas dores, fiz questão de me indo mexendo para facilitar e a assistência de enfermeiros nos três dias que lá passamos (o pai também lá dormiu) foi 5 estrelas.

Estamos com as hormonas alteradas e o facto de sermos inexperientes ficamos inseguros, por cada pediatra que aparecia tinha opiniões diferentes sobre dar ou não leite artificial... eu estou a amamentar e é normal o bebé perder até 10% do seu peso, como todos os dias perdia um pouco havia esta dúvida e o peso na consciência de se estaria a fazer bem em insistir com o leite materno.

Resumindo, a E. perdeu ao todo 9%, viemos para casa a uma sexta e decidimos que nesse fim de semana iríamos acordar de 2 em 2 horas (o habitual é de 3 em 3) e no final oferecíamos um pouco de suplemento. Excepto a primeira vez que oferecemos e ela não quis por estar satisfeita, deixamos de insistir e ficou só pela mama, rezamos que na segunda feira quando fossemos pesar ( teste do pezinho e pediatra) já tivesse aumentado de peso. De informar que por norma os bebés retomam o peso até 10 dias após o nascimento.

Outro facto importante que ainda hoje continua, ela adormece na mama, tenho que estar sempre a fazer cocegas para ir acordado e mamando, isso também não ajuda e por isso, hoje já passado um mês e uma semana continua a pedir mama de 2 em 2 horas (excepto à noite que estica-se um pouco).

Retomando, na segunda feira pesamos e felizmente já tinha ultrapassado a peso com que tinha nascido.

Podemos imaginar que os primeiros dias são complicados mas a verdade é que foi pior do que tinha imaginado, muita privação do sono porque tinha os dias e as noites trocados, preocupação por esta questão do peso, as (malditas) cólicas, as visitas cá em casa... sei lá... o esquecimento de algumas coisas destes primeiros dias e a lentidão de raciocínio não foi pela anestesia (como muitas pessoas pensam) mas sim pelo cansaço que se passa.

Felizmente que o mais-que-tudo ficou em casa comigo 15 dias úteis (deixou os outros 10 para mais tarde) e o que tinha colocado no congelador ajudou-me pois era só pôr no forno.

Cheguei a chorar de cansaço, de insegurança e de tudo mas uma coisa é certa, o dia seguinte é sempre melhor do que o que estamos a passar e este ser que nasceu de dentro de nós merece toda a dedicação possível e todo o amor do mundo.

Hoje já estando a caminho do segundo mês estamos a definir melhor as horas de sono porque chega à noite e apesar de estar cheia de sono luta e fica agitada. As cólicas andam controladas com o Biogaia e com massagens que fazemos à barriga em modo preventivo.

A nível de alimentação é complicado conseguir fazer vida fora de casa devido a pedir mama de 2 em 2 horas, apesar de  não ter constrangimento em dar mama em publico, mas é porque sobra pouco tempo entre as mamadas. Tenho esperança que com a bomba eléctrica (a manual nem cócegas me faz) que me vão emprestar possa ficar mais independente em certas alturas e ser o pai a dar o biberão.

Cada bebé é único e o facto de ter tido estes dias difíceis não significa que sejam assim com todos, só posso falar pela minha bebé, ter muita paciência, calma e esperar por melhores dias :-)


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